Muita profissional responde o preço no direct, cliente por cliente, e cada vez de um jeito. Uma tabela organizada resolve isso. A cliente sabe quanto vai pagar antes de marcar, você responde mais rápido, e ninguém leva susto no fim do atendimento.

O que a lei pede sobre o preço

O Código de Defesa do Consumidor garante à cliente informação clara sobre o serviço e o preço (art. 6º, III). A oferta precisa ser correta, clara e precisa (art. 31). E o preço que você divulga vale: a informação precisa sobre um serviço obriga quem a divulgou e entra no combinado com a cliente (art. 30).

Para serviços, a Lei 10.962/2004 permite usar uma relação de preços escrita, clara e acessível à cliente. O Decreto 5.903/2006 pede que o preço seja fácil de ler e de entender, sem obrigar a cliente a fazer conta, e que o total à vista apareça. No parcelado, também o número e o valor das parcelas.

O que colocar em cada linha

  • O nome do serviço, do jeito que a cliente fala.
  • O preço à vista, em reais, sem "consulte".
  • O tempo do atendimento, para ela se organizar.
  • O que está incluído: cutilagem, remoção, decoração, garantia.
  • O que muda o preço, como o comprimento ou as unhas decoradas.

Como organizar a tabela

Separe os serviços em grupos. Fica mais fácil de ler no celular e de achar o que se procura:

  1. Mãos: esmaltação comum, esmaltação em gel, blindagem.
  2. Pés: esmaltação comum, esmaltação em gel, spa dos pés.
  3. Alongamento: a aplicação de cada técnica e a manutenção, com o prazo em semanas.
  4. Combos: pé e mão, se você oferecer.
  5. Extras: decoração por unha, remoção, reposição de unha.

Extras e o "a partir de"

"A partir de" ajuda quando o preço muda com o comprimento ou a decoração. Sozinho, porém, ele deixa a cliente insegura. Diga o que faz o preço mudar, como "unhas compridas: mais R$ 20", e confirme o valor final antes de começar. Assim ninguém se surpreende na hora de pagar.

Formas de pagamento na tabela

Se você dá desconto no Pix ou no dinheiro, informe na própria tabela. A Lei 10.962/2004 (art. 5º-A) pede que os descontos por forma de pagamento estejam em local e formato visíveis. No parcelado, mostre o total e as parcelas, para a cliente não precisar fazer conta. Para escolher as formas de pagamento, veja quanto a maquininha leva de cada atendimento.

Onde mostrar a tabela

  • Num cartaz na recepção ou na sua mesa, à vista da cliente.
  • Num destaque do Instagram chamado "Preços". Veja mais em como divulgar o seu trabalho no Instagram.
  • Numa mensagem salva no WhatsApp, pronta para mandar quando perguntarem.
  • Na página de agendamento, se você usa uma.

Use o mesmo preço em todos os lugares. Preço diferente para o mesmo serviço confunde a cliente e está entre as infrações listadas no Decreto 5.903/2006.

Quando atualizar a tabela

Revise a tabela sempre que um material importante subir, quando mudar a taxa da maquininha ou o aluguel, e pelo menos uma vez por ano. Antes de publicar os preços novos, avise as clientes com antecedência, como mostramos em como aumentar o preço sem perder clientes. E, para montar o valor de cada serviço, veja quanto cobrar pelo alongamento e quanto cobrar pela esmaltação em gel.

Perguntas frequentes

Sou obrigada a ter tabela de preços?

A cliente tem direito a saber o preço antes do serviço, de forma clara (Código de Defesa do Consumidor, arts. 6º e 31). Para serviços, a Lei 10.962/2004 aceita uma relação de preços escrita, clara e acessível. Uma tabela à vista da cliente é o jeito mais simples de cumprir isso.

Posso mudar o preço de quem já marcou?

O preço informado quando a cliente marcou faz parte do combinado (Código de Defesa do Consumidor, art. 30). O mais seguro é manter o valor antigo para os horários já marcados e usar o novo a partir da data avisada.

Mostro o preço no Instagram ou só no direct?

O preço à vista responde a dúvida antes da mensagem. Responder preço por preço no direct toma tempo, e cada resposta pode sair de um jeito. Uma tabela num destaque resolve as duas coisas.