Uma cliente fiel de alongamento pode voltar a cada três ou quatro semanas, o ano inteiro. Isso é ótimo para o studio, desde que o preço da manutenção esteja certo. Um erro de poucos reais, repetido dezenas de vezes por mês, vira uma diferença grande no fim do ano.
Manutenção não é "meio alongamento"
É comum calcular a manutenção como uma porcentagem do preço da aplicação, por exemplo "metade do valor". Pode até dar certo, mas por sorte. O que define o preço é o que o serviço consome:
- Tempo: a manutenção costuma ser mais rápida que a aplicação, mas nem sempre tanto quanto parece. Lixar, remover o excesso, corrigir o formato e reaplicar leva tempo.
- Material: usa menos gel ou fibra que a aplicação, mas os descartáveis são praticamente os mesmos.
- Contas do mês: cada hora ocupada da agenda precisa ajudar a pagar o aluguel, a luz e o resto.
- Taxa e comissão: se a cliente paga no cartão ou se outra profissional atende, essas partes também saem do valor.
Cronometre algumas manutenções do jeito que você realmente faz, do começo ao fim, incluindo o preparo da mesa. Use esse tempo real, e não o tempo ideal, para pensar no preço.
Defina um prazo para a manutenção
Quanto mais tempo passa, mais a unha cresce, mais o material descola e mais trabalho dá. Uma manutenção com seis semanas pode ser quase uma aplicação nova. Por isso, muitos studios definem um prazo, contado em semanas, e cobram outro valor depois dele. O importante é deixar a regra clara antes, na tabela de preços e na mensagem de confirmação do horário.
Reparo e reconstrução
Unha quebrada, descolada ou que precisa ser refeita do zero gasta tempo e material além da manutenção comum. É comum cobrar o reparo por unha. Se você oferece garantia nos primeiros dias depois da aplicação, escreva quantos dias são e o que ela cobre. Regras claras evitam conversas difíceis na hora do atendimento.
Pé e mão: como pensar o combo
Muitas clientes fazem pé e mão no mesmo horário, e é natural oferecer um preço especial para o combo. A pergunta é: de onde sai esse desconto? Ele deve vir de uma economia real. Atender os dois serviços seguidos economiza o preparo da mesa, a troca de cliente e, às vezes, um intervalo vazio na agenda. Se o desconto for maior que essa economia, quem paga a diferença é você.
Manutenção feita por outra profissional
Quando a cliente faz a aplicação com uma profissional e a manutenção com outra, o tempo costuma aumentar: é preciso entender o trabalho anterior e, às vezes, corrigir o formato. Muitos studios cobram a primeira manutenção de quem vem de fora como um serviço à parte, com um valor próprio. Avise antes, para a cliente não ser pega de surpresa.
Como reajustar sem perder clientes
- Avise com antecedência, por exemplo com um mês, pelo WhatsApp e num cartaz na recepção.
- Explique o motivo de forma simples: o material subiu, você investiu em cursos ou em conforto.
- Prefira reajustes menores e regulares a um aumento grande depois de anos.
- Valorize quem é fiel, por exemplo mantendo o preço antigo por mais um mês para quem já está agendada.
Para entender o que entra no preço de qualquer serviço, veja como calcular o preço da unha e quanto custa o material de cada atendimento. E, se a cliente costuma atrasar ou faltar na manutenção, leia como reduzir faltas e cancelamentos.
Perguntas frequentes
Manutenção atrasada pode custar mais?
Pode. Depois de um tempo, a unha cresce e descola, e a manutenção vira quase uma aplicação nova, com mais tempo e material. Defina um prazo em semanas e avise a cliente que, depois dele, o valor muda.
Quanto de desconto dar no pé e mão?
O desconto do combo deve sair da economia real de atender os dois serviços juntos, como menos tempo entre uma cliente e outra. Se o desconto for maior do que essa economia, quem paga a diferença é você.
Cobro à parte a unha quebrada?
É comum cobrar o reparo por unha, além da manutenção. Deixe a regra escrita e combine se existe um prazo de garantia logo depois da aplicação.